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16/07/2024

Regras de Uso da Bandeira Nacional

NORMAM-211/DPC - Capítulo 4 

USO DA BANDEIRA NACIONAL

O uso da Bandeira Nacional além de ser um ato de patriotismo é também uma regra de tráfego em águas marítimas nacionais e internacionais.

As embarcações de esporte e/ou recreio, exceto as miúdas, inscritas nas CP/DL/AG ou registradas no TM, deverão usar na popa a Bandeira do Brasil nas seguintes situações:

  1. na entrada e saída dos portos;
  2. quando trafegando à vista de outra embarcação, de povoação ou de farol com guarnição;
  3. em porto nacional, das 08:00 horas ao pôr do sol; e
  4. em porto estrangeiro, acompanhando o cerimonial do país.

Bandeira do Brasil - Símbolo Nacional

Luiz Brites
instrução náutica



09/06/2017

AS FASES DO NAVIO.

O navio tem sua vida marcada por fases. 

O primeiro evento dessa vida é o batimento da quilha, uma cerimônia no estaleiro, na qual a primeira peça estrutural que integrará o navio é posicionada no local da construção. 

Estaleiro é o estabelecimento industrial onde são construídos navios. Como os navios antigos eram feitos de madeira, o local de construção ficava cheio de estilhas, lascas de madeira, estilhaços ou, em castelhano, "astilias". Os espanhóis, então, denominaram os estabelecimentos de astüeros, que em português derivou para estaleiros.

Quando o navio está com o casco pronto, na carreira do estaleiro, ele é lançado ao mar em cerimônia chamada lançamento. Nesta ocasião é batizado por sua madrinha e recebe o nome oficial. 


madrinha do barco, madrinha dp navio
Foto/Divulgação: Fan Page TJ’s - DMagazine.com

O lançamento antigamente era feito de proa; mas os portugueses introduziram o hábito de lançá-lo de popa, existindo também carreiras onde o lançamento é feito de lado, de través; e hoje, devido ao gigantismo dos navios, muitos deles são construídos dentro de diques, que se abrem no momento de fazê-los flutuar.

Os navios de guerra, geralmente, são construídos em Arsenais. Arsenal é uma palavra de origem árabe. Vem da expressão “ars sina” e significa o local onde são guardados petrechos de guerra ou onde os navios atracam para recebê-los. 

A expressão “ars sina” deu origem ao termo em português arsenal e em espanhol "darsena", que significa doca. 

Após construído e pronto, o navio é incorporado a uma esquadra, força naval, companhia de navegação ou a quem vá ser responsável pelo seu funcionamento. 

A cerimônia correspondente é a incorporação, da qual faz parte a mostra de armamento. Armamento nada tem a ver com armas e sim com armação. Essa mostra, feita pelos construtores e recebedores, denota uma inspeção do navio para ver se está tudo em ordem, de acordo com a encomenda. Feito isso, é lavrado um termo, onde se faz constar a entrega, a incorporação e tudo o que há a bordo. 

A vida do navio passa, então, a ser registrada em um livro: o Livro do Navio, que somente será fechado quando ele for desincorporado.

A armação (ou armamento) corresponde à expressão armar um navio, provê-lo do necessário à sua utilização, cuja responsabilidade é do armador. Em tempos idos, armar tinha a ver com a armação dos mastros e vergas, com suas vestiduras, ou seja, os cabos fixos de sustentação e os cabos de laborar dos mastros, das vergas e do velame (velas). Podia-se armar um navio em galera, em barca, em brigue.

A inspeção era rigorosa, garantindo, assim, o uso, com segurança, da mastreação.

Um dos mais conhecidos armadores do mundo foi o provedor de navios, proprietário e mesmo navegador Américo Vespucci. Tão importante é a armação de navios e o comércio marítimo das nações, que a influência de Américo Vespucci foi maior que a do próprio descobridor do novo continente e que passou a ser conhecido como América, em vez de Colúmbia, como seria de maior justiça ao navegador Cristovão Colombo. 

Assim, Américo, como armador, teve maior influência para denominar o continente, com o qual se estabelecera o novo comércio marítimo, do que Colombo.

Terminada a vida de um navio, ele é desincorporado por baixa, da esquadra, da força naval, da companhia de navegação a que pertencia, ou do serviço que prestava. 

Há, então, uma cerimônia de desincorporação, com mostra de desarmamento. Diz-se que o navio foi desarmado. 

As companhias de navegação conservam os livros, registros históricos de seus navios. 

Na Marinha do Brasil, os livros são arquivados no Serviço de Documentação da Marinha (SDM) e servem de fonte de informações a historiadores e outros fins.

19/11/2016

DATAS COMEMORATIVAS DA MARINHA BRASILEIRA.

03 de março - Dia do Corpo de Intendentes da Marinha
07 de março - Dia do Corpo de Fuzileiros Navais
28 de março - Dia das Comunicações Navais
12 de abril - Dia do Corpo de Engenheiros da Marinha
22 de abril - Dia da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) na MB
08 de maio - Dia da Vitória
15 de maio - Dia do Armamentista
29 de maio - Dia Internacional dos Mantenedores da Paz das Nações Unidas
Junho - Aniversário do início da ações da Força Naval sob o comando de Jerônimo de Albuquerque
11 de junho - Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo - Data Magna da Marinha
07 de julho - Ingresso da Mulher nas Fileiras da MB
17 de julho - Dia do Submarinista
21 de julho - Memória aos Mortos da Marinha em Guerra
28 de julho - Dia da Criação do Comando da Marinha
19 de agosto - Dia das Operações
23 de agosto - Dia do Aviador Naval
07 de setembro - Dia da Independência
Data móvel - Dia Marítimo Mundial (última quinta-feira de setembro)
28 de setembro - Dia do Hidrógrafo
30 de setembro - Dia dos Capelães da Marinha
05 de outubro - Dia da Criação da Força Naval do Nordeste
10 de outubro - Dia dos Inativos da Marinha
17 de outubro - Dia do Maquinista

05 de novembro - Dia do Corpo de Saúde da Marinha
06 de novembro - Dia Nacional do Amigo da Marinha
10 de novembro - Dia da Esquadra
11 de novembro - Armistício da Primeira Guerra Mundial
19 de novembro - Dia da Bandeira
26 de novembro - Dia do Corpo Auxiliar da Marinha
13 de dezembro - Dia do Marinheiro






DIA DA MARINHA, DIA DO MARINHEIRO, BANDEIRA NACIONAL, HINO NACIONAL BRASILEIRO,MARINHEIROS
Foto/Divulgação: Cerimonial à Bandeira Nacional - Marinha do Brasil

Bons ventos a todos.
LUIZ EIROZ
instrução náutica